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23.12.15

Praga IV - último dia, o balanço e dicas

O voo de regresso era ao final da tarde pelo que ainda tinha grande parte do dia para entreter e confesso que por esta altura já não havia muito para fazer a não ser comprar umas lembranças - neste caso foram chocolates - e provar o tal do trdelník - bolo típico do país. Ainda tentei procurar um que tivesse as melhores reviews mas o que soava melhor estava longe e provei um numa loja perto do hotel. Não achei nada de especial, mas vinda do país do pastel de nata quer dizer...não há grandes hipóteses :).
Neste dia estava tudo ainda mais calmo que o costume na cidade, mas vimos muito mais policiamento. Tendo havido os ataques a Paris fiquei desconfiada...
Viemos a saber com o motorista do Uber na ida para o aeroporto que era feriado e que haveria uma manifestação contra a presença de refugiados no país.
E assim termina a incursão a Praga!

É uma cidade muitooo calma - pelo menos nesta altura do ano - tem muitos turistas mas é tudo muito ordeiro e silencioso. Vê-se perfeitamente e nas calmas em 3 dias. A comida é boa e os preços são acessíveis. Houve quem me dissesse que não eram um povo muito simpático, mas não fiquei com essa percepção. Não tive conversas emocionantes com ninguém mas também ninguém foi desagradável.
Não andei de transportes sem ser Uber por isso não sei como funcionam, mas o Uber é baratíssimo!
A cidade é a-m-o-r-o-s-a!
Como por algum motivo estranho comi super bem na cidade fica aqui o meu roteiro e sugestões:



O trdelník




Foi a primeira refeição em Praga porque era mesmo ao lado do hotel e tenho pra mim que foi das melhores.
É um restaurante argentino com uma decoração adequada à região que o inspira e optámos por um bife tártaro e uma tábua com misto de queijos e presunto. Tudo uma maravilha!!







No museu dentro do Castelo de Praga há também um restaurante muito bonitinho mas vale sobretudo pela vista que temos da esplanada. Apanhámos um bom dia e foi ali mesmo que ficámos.
Eu optei por uma sopa de tomate e tosta de atum...regulares tal como a salada César.



Prague Boats Cruises

O passeio de barco em Praga incluia almoço em buffet, com bebidas pagas à parte. Não é o melhor buffet do mundo mas até é compostinho e pelo preço total da experiência vale a pena.




Diz que é um clássico em Praga e é mesmo muito bonito num estilo art deco. Muito clássico e sofisticado. A comida também é óptima, eu comi frango em risotto, mas o risotto pareceu-me que era de trigo sarraceno e não de arroz, excelente!




Mercado de Rua

Aqui não comi, mas isto são umas barraquinhas de madeira que estão em frente ao shopping Palladium e vendem comida para comer ali mesmo na rua (tem umas mesas de pé alto) ou em modo take away. Tinha tudo um aspecto muito apetitoso e fiquei com pena de não ter experimentado.





Foi a minha salvação de jantar de aniversário e correu mesmo bem. A senhora que nos atendeu era aquele género de pessoa cuja atitude não casa com a expressão facial. Ou seja ela não parecia de grandes simpatias mas foi sempre disponível e cordial. Deve ser boa moça mas é mázinha a expressar-se :).
A comida foi excelente! O meu aparentemente simples esparguete com gambas era óptimo; uma massa densa bem temperada sem enjoar. E aquelas sobremesas finais remataram que foi uma maravilha.
A grande descoberta aqui foi o vinho (o nome do restaurante diz alguma coisa sobre isto), um Vechia Torre Salice Salentino Riserva, que nos fez andar à procura para trazer e mesmo cá já procurámos mas sem sucesso.







Para o nosso último jantar fomo ao Pasta Fresca cujo ponto alto é a simpatia da senhora que nos recebe e nos fica com os casacos antes de descermos ao piso inferior do restaurante. A comida também é boa, apesar de não termos ido para pratos muito elaborados - eu escolhi uma salada, mas rematei com uma panacota que estava muito boa, tendo sido até cobiçada pelo casal francês do lado que tinha ficado decepcionado com as escolhas deles.






21.12.15

Praga III

A manhã de segunda feira foi reservada para ir visitar o bairro Judeu. Como nas minhas pesquisas sobre a cidade tinha encontrado uma dica que dizia para visitar perto do bairro Judeu a casa mais pequena de Praga e como já tinha falhado a Golden Lane, não ia falhar a casa mais pequena de Praga.
Bom mas vai que podia ter falhado que também não perdia nada. É uma casa "mais pequena" mas daí a ser tão pequena a ponto de atracção...é de gente que nunca andou por Alfama e afins.
No bairro Judeu há cerca de 5 "atracções"  para visitar e um bilhete único para todas que custa cerca de 25€. Carote, mas também não se gasta assim muito dinheiro em Praga e neste caso acho que vale a pena. 
Comecei pelo museu que tem as paredes totalmente escritas com os nomes dos judeus que perderam as vidas durante o nazismo; visitei a sinagoga mas o que eu estava mais curiosa era para visitar o cemitério - já em Paris também fui à caça do cemitério Pére Lachaise...logo eu que odeio cemitérios mas alguns puxam à curiosidade. 
O dia estava bonito o que ajuda a retirar a carga menos positiva de um cemitério. O que podemos ver é um espaço/jardim com centenas e centenas de lápides acumuladas umas sobre as outras.

Ainda durante a manhã fomos à procura da Wenceslas Square - uma avenida larga cheia de lojas e que desemboca no Museu Nacional. Por acaso foi a zona mais movimentada que encontrei da cidade, não necessariamente pelo número de pessoas, mas porque há de facto barulho e movimento, coisa que pouco vi no resto da cidade, mesmo em zonas centrais.

Depois de almoço demabulámos pelas ruas menos centrais e encontrámos um busto gigante de homenagem a Kafka que gira sobre si mesma. Não tinha lido nenhuma referência a esta estátua o que realmente prova que vale a pena às vezes perdermos-nos pelas ruas transversais.

Olhando para o mapa pareceria que a Casa Dançante seria a uma long caminhada a pé de distância mas afinal estava pertissimo - e o final de tarde fez-se daí de regresso junto ao rio com um pôr de sol de inverno espectacular.

Saímos à noite para o último jantar e no regresso ao hotel paseámos um pouco pelas ruas de aspecto medieval e juro que parecia que a qualquer instante poderia aparecer um Jack the Ripper tal era a atmosfera que se vive por ali. Não de gerar medo, mas sim uma atmosfera de mistério e que nos faz sentir em outra época, em outro século.



A casa mais pequena de Praga



Entrada do bairro Judeu





Wenceslau Square


Kafka

Casa Dançante


Final de tarde


 Mistériooooo

10.12.15

Praga II

Praí 99% dos meus dias de aniversário têm sido dias de sol. E assim foi...em Portugal; porque em Praga foi precisamente o pior dia climatérico da minha estadia na capital Checa.
Muito friozinho, muito céu nublado e muita chuva - miudinha mas que quase não parou.

Como à partida já seria um dia mais calmo e de relax aproveitámos para fazer ronha de manhã - com direito a champanhe e rosas no quarto (sim às 10h bebi champanhe, não se podia deixar estragar né) e para o almoço marquei um passeio de barco pelo rio Vltava. Usei a companhia Prague Boats no pack de passeio de 2h com almoço incluído que custa cerca de 27€ pax.

Como estava a chover e era "o meu dia" e o cais ficava a uns dois quilómetros usámos de novo o Uber que custou uns 2€ e apareceu-nos um simpático motorista que conduzia com o banco totalmente reclinado. O homem ia basicamente deitado. Impressionante.

O barquinho é acolhedor, mais ainda porque como chove lá fora sabe bem ter um passeio a meio destes dias de caminhadas longas, sentadinhos a ver as vistas, a ver os pingos, musiquinha... penso que foi mesmo a melhor opção para este dia.

O percurso não é muito longo mas permite ver a cidade de uma outra perspectiva. Cerca de meia hora é perdida à espera que o rio encha numa pequena comporta e no regresso que vaze para que o barco possa passar.

No regresso passeámos mais um pouco pela cidade e aproveitei para ver o espectáculo pontual do relógio astronómico na praça da cidade velha. A cada hora certa dezenas de pessoas juntam-se para ver a animação do relógio. Que é assim a coisa menos impressionante de todos os tempos. Mas pronto, fica esquisito dizer que não se viu isto em Praga.

O passeio centrou-se em toda a zona da cidade velha e as suas praças. Praga é muito pequena, vê-se muito rapidamente mas é verdadeiramente amorosa. A arquitectura é muito bonita e é melhor descrita por imagens :).

Depois de descansar um pouco no quarto tínhamos uma massagem à nossa espera no spa tailandês do hotel. Ele ainda recalcado pediu que fosse muito soft, assim uma "baby massage". Já eu armada em forte disse que por mim podia ser à vontade. E basicamente levei porrada até chorar. A massagista com um arzinho franzino de quem não parte um prato, pregou toda a sua força no polegar e vai de massacrar cada pontozinho do meu corpo. Ouch!!

Devidamente oleada fui direitinha ao banho e vestir o meu vestido novo que tinha comprado no shopping ao lado do hotel, o Palladium. Todos aperaltados lá fomos para o restaurante reservado com base nas maravilhosas reviews encontradas na net e sugestão dada no FB. O escolhido foi o Siddartha Café. Muito bonito nas fotografias e pertíssimo do hotel.
Chegámos lá...e aqui começa a nossa odisseia do costume com restaurantes...
O restaurante está completamente vazio. Nem empregados vimos.
Ora eu sei que Domingo à noite não é uma noite forte mas quer dizer...vazio?? Não dá ambiente nenhum né? Mal passámos do hall decidimos sair e repensar a coisa. São 20h, eu faço anos, é domingo à noite e temos de encontrar um restaurante à altura.
Enquanto decidimos estamos em frente ao Vino Divino, um italiano com bom aspecto e com as mesas muito compostinhas de gente.
"Ah mas fazes anos, tem de ser um xpto". Ok sim senhora, vamos então ao Aromi, também muito bem referenciado. Fica é mais longe. Vamos de Uber. Damos a morada ao senhor que nos larga uns 15 minutos depois numa rua onde não viamos restaurante nenhum...estamos numa zona residencial, sem vivalma à vista. Procuramos pela rua fora e nada de restaurante. Encostamos à porta de um barzito para colar a uma nesguinha de wifi e descobrimos que o restaurante mudou de morada. Fica a 1km de distância. Siga, vamos a pé. Encontramos o Aromi. Também está vazio! Está visto que os Checos não gostam muito de ir a restaurantes finórios ao domingo à noite.
Buáááááá. E agora?!?!?! Opá não quero saber, o Vino Divino estava com bom ar, vamos a esse! Apanhamos novo Uber que se lembra de ir dar 500 voltas para nos levar de regresso à base. Chegamos e já passa largamente das 21h. Está praticamente vazio. Duas mesas com casais que trocam as últimas palavras antes de pagar e sair. Não quero saber, é aqui mesmo que vamos ficar.
E ainda bem porque comi que foi uma maravilha e bebi ainda melhor!
Um último passeio pela Praça e damos o dia por encerrado.


"Room Service"


Vista do barco





Dancing House






Relógio Astronómico










Se isto não parece a Disney....






Birthday girl





9.12.15

Praga I

O dia estava frio e amanheceu com algumas nuvens mas rapidamente abriu para um céu solarengo.
Tive de me agasalhar bem, mas confesso que era um friozinho de que já tinha saudades e que refresca a pele.
Olhando para o mapa decidimos começar a jornada no lado de lá do rio conhecendo a zona de Mala Strana e subindo até ao castelo.
Começámos com a travessia da ponte Legii que tem logo uma bela vista sobre a cidade e sobre a famosa ponte Karlov.
Em Mala Strana apanhámos umas filmagens de um filme de época - mas ninguém famoso de hollywood, - ohhhh - andámos andámos subimos subimos, e quando encontrámos o funicular que nos poderia levar ao topo...estava fora de serviço. Então a modos que fomos a pé até ao castelo. Há uma escadaria imensa que nos leva ao topo e pelo caminho há vendedores de rua, animadores, comida e lá em cima há um miradouro supimpa sobre a cidade. Deambulámos um pouco por ali, vimos a Catedral de S. Vito e só não vimos mais tempo porque estava uma mega ventania que fazia doer as gengivas para sorrir para a foto. Almoçámos no restaurante no museu e decidi ir procurar a "Golden Lane" que diz que era por ali.
Ia fisgada com esta rua porque "diz que" é uma rua com casas pequeninas e como tudo o que é pequenino tem graça eu queria ver. Fiquei no querer porque quando finalmente encontrei a rua percebi que estava fechada e só se entrava com bilhete. Bilhete esse que custava uns 30€ penso eu e que dava acesso a todos os monumentos (não havia bilhete só para ver a rua) isto somado ao facto de estar a uma meia hora de ser de noite fez-me desistir...demos meia volta e descemos tudo até à Praça Lesser que estava ao rubro de tanta gente a chegar à famosa ponte Karlov.
Basicamente nesta zona é andar por ruas e ruelas, tentar não bater em ninguém - ao contrário do que achei de toda a cidade esta zona é mesmo muito movimentada - e descobrir refúgios escondidos.
Já com o tempo a fechar com nuvens, passámos a ponte que é na mesma encantadora!

Podia dizer que nessa noite e por ser sábado saímos e fomos para a rambóia. Só que não.
Jantámos e depois de jantar decidimos que o que era mesmo boa ideia era uma massagem tailandesa aos pés num dos spas que existem porta sim porta não na cidade.
Tenho muita pena de não ter fotografado porque aquilo é digno de registar de tão piroso que é, mas roubei esta foto da net que dá para ficar com uma ideia. A massagem de meia hora aos pés custa 16€,
mas basicamente dá direito a uma massagem rápida também nos braços, pescoço, costas e cabeça. Eu que precisava era mesmo de massajar pés fiquei com uma senhora que decidiu entreter-se mais nas pernas. Já o meu caríssimo ao lado gemia de dor em contraste com os risos malévolos da senhora tailandesa.


Ainda entrámos também num dos quinhentos casinos que existem em cada rua, mas são espaços muito pequenos mesmo só para gente que quer matar o vício. Não há muito para ver.

E assim voltámos ao hotel onde adormeci calmamente à espera da minha 36ª primavera.


Primeiro passeio pelo "bairro"




pequeno mercado algures perto da rua Na Prikope





Tivemos de entrar :)



à chegada à ponte Legii



Ponte Legii





Por Malostranska


No set de filmagens estava um destes



No parque perto do funicular


Vista do miradouro do castelo




Vista da esplanada ao almoço






Catedral St Vitus



a passear já cá em baixo


e a perder por refúgios. Havia um semáforo para poder passar neste beco que ia dar a um bar com esplanada com vista sobre a cidade



Também há disto em Praga




A entrada para a ponte Karlov


Na ponte