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23.4.14

Dubai III

Ver e fazer.

Estive 3 dias no Dubai e para quem vai de visita é suficiente. A não ser que se queira ir a Abu Dhabi e convém mais um dia. Para quem quer fazer praia, pois é tirar mais dias para isso, mas para conhecer a essência do Dubai, 3 dias chegam. Cheguei de madrugada, passei os 3 dias seguintes e saí no 4º dia de manhã.

Os dias foram ocupados assim:

1º dia
Manhã - Jumeirah Beach (Burj Al Arab, Jumeirah Beach Hotel e a própria da praia)
Tarde - Gould Souk e Spice Souk
Noite - Dubai Marina

2º dia
Manhã - Bastaki Quarter
Tarde/Noite - Desert Safari

3º dia
Manhã - dormir :)
Tarde/Noite - Dubai Mall, Burj Khalifa, Fontes

Para quem lá mora há muito com que se entreter no Dubai - parques aquáticos, praia, pistas de ski e muito mais. Para quem vai de visita não perde muito tempo nestes entretenimentos e por isso tem como pontos altos a visita aos edifícios de referência, ver a zona "antiga" dos souks e o Creek (uma espécie de rio), fazer um Desert Safari e passear-se na Dubai Marina e em redor do Dubai Mall, colado ao Burj Khalifa há toda uma zona de entretenimento com restaurantes, esplanadas e as fontes!

As Fontes são semelhantes às do Hotel Bellagio em Las Vegas. Tem sessões de meia em meia hora a partir das 18h30. Convém ver mais que um show, porque por exemplo no meu caso o primeiro não foi nada de especial e como acabei por jantar por ali, tive oportunidade de ver uma série deles, que são sempre diferentes e foram melhorando bastante.
Na parte exterior ao Dubai Mall, onde são as fontes, é uma zona muito gira, onde se concentra metade do Dubai (a outra metade deve estar na Marina). Temos o Burj Khaliffa de um lado, o Dubai Mall de outro, um Souk noutro e estamos rodeados de fontes, restaurantes e esplanadas. Fervilhante.

A Zona da Dubai Marina também é muito gira. Uma baía envolvida por gigantes arranha céus, restaurantes e esplanadas, iates ali à porta e o povo na rua. O David - um super recém emigrante que conhecemos no pequeno almoço do hotel - foi jantar connosco na primeira noite e foi ele que nos apresentou a Marina. Muito bom. Daí fomos ao bar do Marriott o "Observatory" onde se tem vista sobre a "Palm". Na verdade não tive curiosidade em ir ver de perto esta zona, porque o que possa ter piada é vê-la de cima.

Desert Safari. Pois eu andava com a pancada de ir ao deserto e este ia ser o ponto alto da minha visita ao Dubai. Não é que tivesse sido mau, mas não me encheu as medidas. 

Apanham-nos no hotel (depois de 1h à espera) e entramos num jipe onde está uma romena (descobrimos mais tarde porque a viagem fez-se em silêncio) e três ingleses de Manchester: um casal e o irmão dela que parece que vive no Dubai. E a Madison. A bebé do casal com meia dúzia de meses!
Uma fofinha, loira de olho azul, cujos fofos dos pais acharam boa ideia levar para um safari no deserto. Uma viagem de uns 40m leva-nos ao deserto. E daí trocamos de jipe. Ainda esperamos que apareça uma cadeirinha de bebé, mas nada disso...e a miúda vai mesmo ao colo do pai. Eu não sei se rogue pragas aos ingleses ou se lhes agradeça. O nosso tour foi provavelmente a versão mais soft de todas porque naturalmente o condutor estava sempre em cuidados com a bebé sempre a olhar para trás para ver se estava tudo bem. Mas se por um lado perdemos a grande parte da adrenalina, por outro só com aquilo o meu estômago já se estava a retorcer. Ainda são uns bons solavancos. E felizmente a bebé era espectacular e portou-se super bem, nem piou! Paramos uns minutos para umas fotos e seguimos para o acampamento onde nos juntamos a todoooooos os safaris desse dia. Centenas de pessoas, três camelos e uma espécie de recinto de festas. Jantar buffet, a comida até era variada, mas à carne não cheguei porque não me apeteceu esperar na fila. Dois espectáculos, um que nem sei o que era...um tipo a rodopiar sobre si sem parar com umas saias luminosas que às tantas parecia um carrossel da feira popular; pausa para jantar e por fim o show de dança do ventre. Tudo para dentro do jipe e por volta das 21h estamos no hotel e como era cedo ainda fomos beber um copo (com álcool, uhuuu) num típico bar inglês do outro lado da estrada num hotel da mesma cadeia. O deserto foi uma experiência gira, mas não era o deserto que eu queria. Não eram dunas imensas a perder de vista nem temos minimamente a sensação de estar no meio do nada. É na realidade um deserto de beira de estrada. Para o turista claro, mas com isso eu já ia a contar. A experiência vale mais pela condução radical nas dunas do que pela imensidão e solidão que eu procurava. Tenho de voltar a tentar noutras areias.


E foi isto o Dubai. Riqueza, modernismo, contrastes, oportunidades de vida.
Na última manhã saímos para o aeroporto rumo às Maldivas.


Dubai Marina

Dubai Marina


As Fontes

Creek


A caminho do deserto








16.4.14

Dubai II

Mover, comer e comprar no Dubai.

Voei para o Dubai pela Emirates. Toda a gente já tinha ouvido dizer maravilhas da companhia. Não fiquei impressionada.  A companhia não se destacou em nada em particular. Não foi uma experiência negativa, mas nada me leva a dizer que é uma excelente companhia. A simpatia da tripulação não é nada por aí além. Aliás, no regresso, uma das assistente chegou a roçar o arrogante; o meu ecran multimédia não estava a funcionar como deve ser e a refeiçao servida, frango c caril, eram uns pedaços de frango duvidosos. Mas vá tinha uma boa selecção de filmes.

Fiquei alojada no hotel Rose Rayhaan, que fica na principal avenida do Dubai. Avenida essa que tem 6 faixas de rodagem. O Hotel é 4 estrelas, mas quase que chega a um 5 estrelas. O quarto era óptimo, tem boas instalações e ainda que não haja muito o que visitar por ali a pé - à excepção da mega sequência de arranha céus - tem metro logo ao lado. Tem também ao lado Starbucks, casas de câmbio e do outro lado  da rua, há um hotel da mesma cadeira que tem um bar onde se pode consumir álcool. 

De metro estamos à distância de uma paragem do Dubai Mall e Burj Khalifa. O bilhete custa 40dhe, cerca de 80 cêntimos. Pechincha. O metro é super moderno mas tem a sua carruagem reservada a senhoras e crianças. Coisas de muçulmanos :)
Apenas no último dia apanhámos metro pois de resto foi sempre de táxi. Os motoristas são indianos ou paquistaneses e apanhámos um, que não deve ser situação invulgar, que não sabia onde era o destino que queríamos (neste caso o Bastakia quarter) e saímos para voltar a entrar noutro táxi que soubesse.
Do nosso hotel à Jumeirah Beach fica em cerca de 30 dhe, cerca de 6€, que é uma pechincha.
Não apanhámos autocarros, mas o táxi e metro são super cómodos e ficam muito em conta.

Não posso dizer que tenha experimentado a fundo a gastronomia local. Os pequenos almoços eram no hotel dentro do normal, de resto comi coisas triviais. Aliás repeti uma cadeia de restaurantes cujo símbolo é um galo de Barcelos, mas a comida é hambúrgueres e afins, nada de português. Contudo, na última noite, jantei em frente ao Burj Khalifa (era noite de aniversário) e no Baker & Spice comi uns belíssimos camarões, super bem confeccionados, tudo óptimo. O empregado que nos atendeu, que por acaso era o concierge do restaurante, foi espectacular. Um libanês emigrado lá há mais de 7 anos, tratou-nos nas palminhas com direito a uma flor e pássaro em origami a partir do menu da casa!

A comida tem preços dentro das referências portuguesas (8-10€) e este último jantar mais apurado, se bem que sem direito a bebida alcoólica, ficou em cerca de 30€ pax.
Dentro do Dubai Mall e em jeito de bolo de anos, mandámo-nos à Cheesecake Factory, da qual já tinha ouvido falar maravilhas. As fatias são enormes e nem consegui terminar. Mas valem bem cada caloria metida nas ancas.

Eu não sei se já referi por aqui que eu não sou grande compradora nos destinos para onde viajo. Ou bem que são coisas tradicionais do local, que só se encontram lá ou então dificilmente me apanham a derreter o dinheiro em roupas e afins só porque estão mais baratos.
No Dubai comprei exactamente um iman (como sempre) e um fio em ouro. Mais nadinha. O fio comprei no Gold Souk, super fininho e já era uma coisa que andava a pensar comprar. Não fiz ainda avaliação cá em Portugal mas espero que a coisa tenha compensado. Tinha comprado um fio em prata na India e desta vez um em ouro no Dubai.
Agora, a perspectiva das compras muda com quem me acompanhava. Posso dizer que ao fim de 1 minuto no Gold Souk fomos raptados para os confins de uma loja de indianos, nas catacumbas dos prédios onde têm as lojinhas. "Vuitton", "Rolex", "Omega" foram músicas para os meus outros dois ouvidos e em menos de nada ele estava a revirar tudo o que era relógio da candonga. Mas da boa pois claro. Os indianos estavam impressionados era com a minha passividade dentro de uma sala atafulhada de malas Vuitton e Michael Kors e tudo mais ao preço da uva mijona, mas para as quais não dei a mínima atenção. Não é a minha cena.
Daqui voltámos a ser abordados na rua e em menos de outro minuto estávamos a ser aliciados com rebuçados (literalmente) e plantaram-nos dentro de outra loja. Saímos de lá com o lenço que os homens árabes usam, completamente roubados no preço como viríamos a ver pouco depois noutras lojas.
No Dubai Mall constatei que para roupa não vale a pena, custa tudo um pouco mais que cá (mais 10 a 15€) excepto electrónica que aí sim tem-se bons descontos. Por exemplo um Ipad mini custava menos cerca de 120€ que cá.

Emirates

Dentro da estação de metro

O que não falta é gente a "mover-se" no Dubai em estilo

Cheesecake Factory - lá atrás um tradicional e à frente o de Oreo


Camarão no Baker&Spice

Onde comprei o meu fio








14.4.14

Dubai I

O Dubai transpira riqueza. É tudo à grande e tudo em bom. Cada árabe com o seu traje tradicional parece ter poços de petróleo plantados no quintal.
É tudo novo, tudo inovador, tudo moderno. São super arranha céus, são estações de metro que parecem estações espaciais e shoppings sumptuosos. Não há prédios velhos, estradas velhas, carros velhos. Aliás...eu até diria que nem reparei se existiam pessoas velhas.
Não diria que aquilo é de luxo, mas é ultramoderno. No Dubai vive-se quase no futuro.
Mas depois há o contraste nas senhoras de burka. Que para nós é algo completamente ultrapassado e violador dos direitos da mulher. Mas lá é comum. Para mim foi inesperadamente comum. Que usassem lenços na cabeça ainda ia preparada, mas para mulheres de burka integral, só mesmo com olhos de fora e são às centenas que circulam entre nós não estava à espera. A imagem primeiro chocou-me, sempre achei a burka uma coisa meio assustadora, mas num ápice passa a ser completamente trivial. Claro que não são presenças que me inspirem a meter conversa por isso fiquei com a curiosidade de saber o que acham de usar burka, se é mesmo só uma tradição, se depois levam vidas completamente normais. Fiquei com a sensação que é algo tão cultural que acho que já nem se devem imaginar a sair à rua sem ser tapadas. Um pouco como se agora me dissessem que eu tinha de ir para o emprego de bikini.

No Dubai passamos muito tempo a olhar para cima (como em Nova Iorque) montes de arranha céus mas senti que falta vida de rua. O que deve ser normal porque 1/3 do ano devem estar temperaturas que não se consegue sair à rua e a vida deve ser mais indoor. Aliás, até para esperar por um autocarro está-se indoor. As paragens são fechadas para se esperar comodamente com ar condicionado.

Tudo é novo. Fomos ao Gould Souk e ao Spice Souk na expectativa de encontrar algo mais tradicional, mais caoticamente árabe, mas nem aqui. Devem ser os Souks mais limpinhos e organizados do mundo. Também tentámos a "zona velha" Bastakia Quarter, mas aqui também não havia nada de velho. Ruelas limpas e recém construídas pontuadas por galerias de arte de porta em porta.

O Dubai Mall confere que é gigante. Mas se ao início a coisa não me estava a impressionar muito, mudou quando chegámos à zona das lojas de luxo. Em 1200 lojas existentes, quando se chega à zona da Chanel, Manolo Blahnik ou Saint Laurent entre outras (vá, entre todas as lojas de luxo) até o perfume no ar muda. Eu sinto-me uma pobretanas a passar pelas burkas de tecidos finos que levam na mão malinhas Vuitton e enchem as lojas como não se vê na Zara lá do sítio.

E depois há o Burj Khalifa e o Burj Al Arab os ex libris do Dubai.
O primeiro é o edifício mais alto do mundo, coisinha para medir 828 metros. Não entrei. Bilhetes para poder subir já estavam com prazos para daí a 15 dias, por isso convém ser coisa que sai marcada de cá. Não foi o caso.
O segundo é o famoso hotel 7 estrelas. Mas onde não consegui chegar perto. Só se fica cá mesmo ao fundo no portão a ver entrar Ferraris e a saírem Lamborghinis. A fazer lembrar a nossa Torre Vasco da Gama, agora Hotel Myriad, o Burj é maior, mas confesso que acho o nosso mais bonito.

(...continua...)

Arranha céus. O meu hotel é aquele do meio pontiagudo. Andar 48.


Estação de metro



O meu hotel by night

Vista do quarto

Dubai Mall




 Há um mega aquário (oceanário) dentro do shopping


Gold Souk

Spice Souk

Bastakia Quarter

À porta do WC

Mesquita


Burj Khalifa



no portão do Burj Al Arab


 Vista a partir do Jumeirah Beach Hotel









24.3.14

Mais Dubai

Dubai Marina. Isto é giro. E rico. E modernaço.

23.3.14

Dubai

Cá estou. É dificil apanhar free wifi nesta terra!!

22.3.14

Partida (mais uma)

Ahhhhhhh, férias!! Finalmente!
Estas são das férias mais desejadas que já tive. O destino ajuda, mas sobretudo porque já começava a perceber aquela moda da malta que tem ataques de ansiedade. Mais um bocado e estava a ver-me a cair pró lado com palpitações agudas.
Daqui a 2h tenho de estar no aeroporto (sim, ainda não terminei a mala) prontinha para uns dias de dolce fare niente.
Na mala levo dois livros (ahahah, ambição. I'm a slow reader, mas tudo bem), bikinis, tenho um safari no deserto marcado e não quero muito mais que isto.
No Dubai é possível que apanhe uns wifi, mas nas Maldivas diz que a internet é pralá de cara e eu vou aproveitar e esqueço-me que existe mundo.
Inté!!

5.3.14

As opções

Agora que já me chamaram os nomes todos e rogaram vinte pragas e pensaram que isto é um insulto à crise, vou então explicar como se chegou a este(s) destino(s).

Isto acabou por ser uma opção por um 2 in 1. Tenho a cidade com a descoberta cultural e depois o merecido descanso.
Isto de organizar viagens, que para mim são o motivo top de cá andar nesta vida, acaba por ser complexo. Não a parte de organizar estadias, voos, transportes, itinerário de visitas. Isso já faz parte da consequência da decisão. A decisão é que é complexa.
É verdade que quero visitar meio mundo, mas dentro desse meio mundo tenho prioridades.
No meu topo de prioridades estavam destinos em que ninguém me quis acompanhar, e tive de me decidir por ir sozinha. É a complexidade de embarcar numa viagem sozinha. Decidir que se vai conhecer outra realidade sem ninguém próximo para a partilhar, apenas desconhecidos. Mas disso já falei e os desconhecidos tornam-se excelentes companheiros.

Mas na hora de decidir o destino de uma viagem que é partilhada, a coisa não facilita. Isto acontece quando cada uma das metades já visitou cerca de meio mundo mas que por acaso não é coincidente.
Os destinos de interesse comuns escasseiam.

Esta viagem é resultado de um compromisso.
As Maldivas não é destino que se diga "ai não quero, ai não gosto". Não dá. Mas não era uma prioridade, simplesmente pela relação preço/valorização. Por valorização entenda-se o que se retira deste destino. E nas Maldivas eu só via: caro, areia, sol e mar. Ora disto há nas Caraíbas a metade do preço e metade das horas de voo.
Mas era um sonho de uma das metades.
E aqui surge o compromisso e a valorização. E se juntarmos um destino com cultura, religião e paisagens? Já que estamos para aquelas bandas...faz-se um mix cozinhado. Mais uma descoberta e depois...lavar a alma no mar. Azulinho.
E pronto foi assim.
As Maldivas são o sonho de um, a necessidade de coçar a micose o sonho de outro. Aquilo até faz escala no Dubai, um quer ir ao deserto e o outro gosta de modernices.


 

4.3.14

Dubai & Maldivas

Tau. Vai ser isto.
Please, deixem os maus olhados invejosos para outras núpcias. Eu gostava de não apanhar chuva. Vá lá.