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14.5.20

Não ia a lado nenhum

Ter um blog que se chama "Onde é que eu ia?" em tempos de Covid ,é espetacular, porque só dá mesmo para dizer que basicamente não vou a lado nenhum e portanto não tenho rigorosamente nada para dizer sobre o tipo de conteúdos que debito aqui: viagens, passeios, sítios bons para ir comer fora.

Daí isto estar morto desde o ano passado. "Ah mas isto do Covid só começou em março". Certíssimo e quem me segue pelo instagram bem viu que me fartei de laurear a pevide em janeiro e fevereiro. Por coisas de trabalho, andei por todos os recantos deste nosso Portugal, exceção à Região Autónoma da Madeira, mas de resto foi de norte a sul e ilhas. Non Stop. Por ser a trabalho, a coisa mais viajante que resultou daqui foi um álbum fotográfico de placas de localização. Ide ao instragram espreitar.
De novo, onde aproveitei para conhecer um pouquinho, foi a Ilha Terceira, que obviamente abisma com a beleza natural, mas não me sinto no direito de opinar muito mais, porque não passou de um passeio de pouco mais de 3h.

Posto isto, os imensos planos que tinha para este ano, para compensar as não viagens de 2019, meio que foram pelo cano. Eu estava sedenta de andar por aí a desbravar mundo, mas em calhando...não vai acontecer grande coisa e se acontecer vai ser muito pouco programada/antecipada.

Fora isto, o meu confinamento roça ali o banal: fiz uma vez pão (ao fim de quarenta e tal dias verguei a mola) e fiz também queijo. Faço exercício quase todos os dias, por oposto à minha rotina em que passavam semanas sem por o rabo no ginásio. Estou solidária com eles e continuo a pagar, mesmo com aquilo fechado. Também se já pagava sem lá ir...
Já cozinhei mais nestes dias que nos últimos três anos (até arriscava cinco, mas pronto).
Gostava de ter tido pelo menos uma semana de "ohhhh não tenho nada para fazer e entretive-me a arrumar gavetas, a fazer bricolage e massa mãe".
Entrei no Tik Tok onde me entretive cerca de 2 dias. Hoje em dia entro lá e entretenho-me a ver durante 2 minutos.
Ando cheia de dores nas ancas, que já estava a começar a ter, mas passo tanto tempo sentada na cadeira à secretária, que mesmo com o exercício que faço, o meu corpo claramente diz que estou a mexer muito pouco.
Nunca encomendei de supermercados online, mas um dia deu-me na loucura e mandei vir metade da Mango e afins. Coisas lindas que estão na gaveta à espera de ver a luz do dia.
Tanta videoconferência...céus....as pessoas falam tanto...
O máximo de dias que estive sem sair de casa foram uns 4 ou 5. Uma vez por semana ia ao supermercado.
Celebrei aniversários online, e jantares de amigos à distância.
Papo umas sériezitas, terminei uns livrinhos
Já saio para passeios mais longos e exercício ao ar livre, ver a família, cabeleireiro.
Não desinfeto compras. Não consigo. É põe máscara, luvas, lava mãos, não toca nos olhos, fica a morrer de comichão no nariz, não toca em coisa nenhuma, paro de respirar se alguém passa a meio metro de mim, rezo pela vida sempre que meto uma banana no saco ou abro a porta do prédio, descalço à entrada. Pá, ainda ir desinfetar cenas...não aguento. Matem-me já.
Jogo no respeito e bom senso.

 

17.11.17

Afoguei-me

Desculpo-me a mim própria a ausência, mas é que afoguei-me e ainda que às vezes tenha conseguido vir à tona para quase arriscar dizer que "sim senhora estou salva e voltarei", a verdade é que ainda meio que ando a boiar, meio que me afundo, meio que dou à costa, Na realidade não são meios, são terços, em fazendo as contas.
Adiante, passando as metáforas aquáticas e as contas esquisitas, a verdade é que têm mesmo, mesmo sido uns meses de cão desde o início do verão.
Recta final das aulas, o inimaginável lá pelo emprego e eu fiquei sem saber para onde me virar.
Estou consciente que estou com uma qualidade de vida muito inferior à minha média desejada e bem ciente de que as minhas prioridades estão muito mal empregues. No meio disto voltei a estudar.

Coisas que interessam ao blog, passeatas, coisas giras para entreter e comes e bebes, também têm sido menos, mas ainda assim há umas coisinhas para ir actualizando.

Vou tentar! Vou ali agarrar uma braçadeira e segurar-me na borda da piscina.


2.8.17

Desta coisa das contas malucas num restaurante de Lisboa

Eu não dei muita importância à notícia que tem corrido por aí de um restaurante que cobra preços exorbitantes aos seus clientes.
Mas lá em casa há alguém muito indignado com a história e lá me foi dando pormenores e contornos da coisa.
Ora basicamente cabe-me dizer que otário é o cliente que embarca nisto.
Pessoas que fazem pedidos sem ver menu?? Mas estão à espera de quê?

Ahhh fui ali a uma loja e apaixonei-me por uns sapatos, pedi para embrulhar e depois no fim querem 1000€ pelos sapatos. Onde já se viu??
Viu-se em muito boa loja da Av. Liberdade meus amigos. Cobram o que quiserem, paga quem quer.

Acredito piamente que as pessoas vão até onde as deixam ir. Conhecem a expressão "damos uma mão e querem logo o braço"? Pois a vida é assim mesmo, as pessoas tiram até onde as deixam tirar.
Isto serve para relações, empregos e...serviços.

Agora estão todos muito indignados com este restaurante, mas ocorre-me assim de cabeça listar uma série de situações em que somos enrolados todo o santo dia em inúmeros restaurantes e ninguém parece muito importado com isso.

Por exemplo:

Gressinos - isto são aqueles dois pauzinhos de pão tostado embalado que está em qualquer mesa de restaurante italiano ao lado dos talheres. Ninguém pediu aquilo, mas estão sempre lá à mão, e fome, de semear. E quanto custa isto? Pode ir de 0,70€ a 2€ por exemplo. Por uma coisinha que nem dá para a cova do dente. Ninguém dá importância, mas no final de uma conta pode significar mais uns 10€ em (pouco) pão torrado!

Água filtrada - agora também anda na moda encherem lindas garrafas de vidro com água da torneira filtrada e cobrarem uma pipa de massa. Sempre que peço uma água e me aparece uma garrafinha destas onde me cobram praí uns 3€, mando para trás. Nem sequer me dizem que não é engarrafada. Aparece aquela e cá vai disto. Numa garrafa que é reutilizada e sabe-se lá que métodos de higiene tem. Epá não.
Também giro, foi agora recentemente num beach club do algarve que no menu tem tudo e um par de botas menos o preço das águas. Sumos, cocktails, bebidas alcoólicas tem, água é que é mais dificil. Lá a custo conseguimos que um empregado nos dissesse que eram 3€.
Nesse mesmo beach club pedi um daiquiri de manga, que custa 8€. Sabia a sumo de manga. O factor alcoolico do cocktail deve ter fugido com a brisa do mar. Ora um sumo de manga custa 5,90€. Disse isso ao empregado. Alguém me compensou por isso? Não. O resultado é que não voltei a pedir bebidas ali. Bom vá, pedi uma cola.

Couvert - ahhhh, os couverts. Este mar aberto para a trafulhice. Se o cliente não pediu não tem que pagar.
Mas os estabalecimentos insistem em trazer para a mesa uma tonelada de entradas e pãezinhos e queijinhos sem ninguém lhes pedir. Não dizem nada e depois a malta come e depois claro, vem a conta.
É que hoje em dia já não se distingue muito bem o que é cortesia do chefe do que é uma entrada paga.
Eu sou muitas vezes apanhada nisto. Ainda quando estive nos dias na Ria isto aconteceu.
Num restaurante aparecem-me do nada com umas mini pataniscas, quando tínhamos dito que não queríamos entradas, e eu acho que aquilo é oferta. #sóquenão.
Mesmo no Oxalá, restaurante mesmo muito bom, mas onde mal chegamos ao fim de 3 segundos temos um flute de champanhe na mão e um buffet de queijos e enchidos e depois...paga-se.
Eu não quero dizer que estava à espera de comer à grande e ser à borla, mas a verdade é que nos agarraram de tal maneira que aquilo no fim podia ter sido uma balúrdio e eu já tinha comido.

Mais bonito ainda é quando essa conta vem a multiplicar pelo número de pessoas que está na mesa. Alguém pode não ter comido coisa nenhuma, mas paga na mesma. Se está um pão ou dois ou três, não interessa nada e todos pagam a sua parte. Inacreditável!!


A maioria das vezes eu reclamo. Às vezes não estou para isso, uma pessoa nem sempre se sente com forças para se chatear. Isto acontece quando se fala de valores mínimos e uma pessoa nesse dia decide assobiar para o lado. Mas esta decisão é consciente. O restaurante, loja, o que for faz o que bem entender. Cabe a nós triar o bom ou mau serviço que nos estão a fazer. Porque se toda a gente literalmente come e cala, pois é normal que os serviços continuem a fazer o que fazem.
Muito boa gente que agora está indignada faria o mesmo!
O aceitar, comer e calar é que faz prolongar este tipo de serviço.

15.5.17

Fui prá night

Breve interregno na novela Islândia para dizer que Sábado foi mesmo um dia especial.
E sim sou Benfiquista e sim gostei muito de termos ganho o Festival (mas não sou fã da música) mas não, não sou fã de Fátima (O Papa é fofinho, mas religião é coisa que não me assiste).
O dia foi especial porque não só na noite de 13 para 14 celebro o aniversário de uma noite especial há 6 anos como este ano foi ainda mais especial porque...como o título do post já desvendeu: fui sair à noite.
Mas sair mesmo, tipo cheguei a casa e os passarinhos cantavam. Eram 5h da matina!
I still got it! :)
Claro que não devo repetir a proeza tão cedo mas fico feliz sobretudo pelo feito. Bebi apenas um copo de vinho rosé já para não morrer de sono que é o que o tinto me faz, pululei de sítio em sítio e tirando a obsessão de pensar que "ai já devo tantas horas à cama, amanhã vai ser um dia perdido, ai que eu já devia estar a dormir" correu bem e diverti-me!

Então comecei por jantar no Mercado em Alcântara, bebi águinha :). Ainda no restaurante assiti à votação e vitória do Salvador e no meio de berros e cânticos de um grupo de benfiquistas que tinha acabado de chegar fui para o Cais do Sodré conhecer o Rive Rouge que é um espaço muito agradável e onde bebi o meu vinho Rosé (5€). Do que tinha lido, o Rouge era um Lux mas a começar mais cedo. Só que não. Eu pensei que aquilo à meia noite já estaria ao rubro, mas estava ainda com ar de bar para só para beber um copo. Encheu pela 1h mas não se passava nada de especial.
Daqui segui para o...Place. Ora o Place não bem a minha cara, o meu estilo, a minha faixa etária. Não é coisa nenhuma minha. Mas há que dizer que eu estava a sair com malta com menos uma década que eu e portanto a idade também me trouxe tolerância e lá fomos para o Place onde alguém nos meteria lá dentro sem pagar. Ahahahahha, eu adoro/odeio estes esquemas da night, mas foi engraçado reviver isto. A música é a música comercial que passa na rádio, as passagens são um insulto a um trabalho de DJ, a malta nova anadava para lá a desfilar os seus trapos da Bershka e eu ainda tentei dançar mas aquilo estava mais morno que as águas das Caraíbas.
Já pelas 3h eu a pensar que devia era estar no vale dos lençóis, voltei à minha força noctívaga do início do século e...Lux comigo! Pimbas.
Há que dizer que gosto perdidamente do Lux. Já não ia lá há uns 4 ou 5 anos e quase que se me verteu uma lágrima ao subir as escadas e ver que estava tudo na mesma e excelente.
A música estava boazinha, mas só isso, também estava muito morninha e eu pelas 4h30 achei por bem deixar a minha malta jovem (que vim a saber, ficaram a ver nascer o sol da varanda do Lux) e segui para casa. Tive uma sorte imensa em apanhar táxi numa noite louca em Lisboa com toda a gente fora de casa e muita rua cortada e abri a porta do lar com passarinhos a chilrear. Dormi até às 12h30.
Balanço e coisas a declarar:
- Tenho pena que continue ainda tudo a começar tão tarde
- Fuma-se em todo o lado. Porquê?!?!?!?!?!?! Mas que raio de lei do tabaco é esta? As minhas roupas tresandam a tabaco e foi isso que acabou por me arrastar mais rápido para fora do Lux, porque já não estava a aguentar tanto fumo.
Porra pá, há uma lei, aquilo é nocivo, porque é que insistem nesta merda? Que falta de respeito e civismo e que coisa mais retrógrada. Esta merda e as touradas fazem-nos parecer do tempo das cavernas. Não há Salvador que nos salve!
E ainda poderia falar aqui do não se reciclar e onde as pessoas param e estacionam carros para dar uma fotografia geral do civismo português, mas pronto este post não é para isso.
 Este é o ponto mais negativo.
- Já não se paga 12€ para entrar no Lux. Paga-se 10€. Yay. Mas não dá direito a bebidas. Hum :(.
- Os porteiros e seguranças continuam uns grunhos mal educados e tratam toda a gente como um rebanho de pitalhada sem eira nem beira. Não há pachorra para isto e plamordedeus não me toquem!!! Estes tipos acham que me podem tocar a dar toques para me encostar não sei onde ou a barrar a passagem. Pá, não.
- Fui sair de ténis e foi fixe :)

 LUX

Há ursos no Lux


24.12.16

2016/2017

Fui à neve na Suécia e a uma quente Andaluzia em Espanha. As minhas saídas de Portugal em 2016 ficaram por aqui e claro que a ressaca tem sido mais que muita. Passeei alguma coisa mas muito aquém do que queria, conheci muitooos restaurantes para compensar a dieta das viagens.
Meti-me numa viagem grande - a de voltar a estudar - e tem sido uma experiência tão boa como enlouquecedora :).
Sei que 2017 vai começar com "ar fresco", tenho escola para acabar e sem grandes planos, veremos o 2017 trará.

Boas Festas, Boas Idas!


6.12.16

Os meus amigos são mais viajantes que os teus

Não sei que raio deu nos meus amigos do FB mas todaaaaa a gente anda a viajar! Deve ter havido aí uma boa promoção que me passou ao lado...ou isso ou uniram-se para me matar com dores de cotovelo.
Estão espalhados pelos quatro cantos do mundo. Ele é Japão, Peru, Argentina Filipinas, Belize, Berlim, Milão and so on.
Mas o que é isto???
Querem que exploda de desgosto? É que isto são praí metade dos meus amigos. Fora aqueles que devem andar a laurear a pevide mas poupam-me o deboche de mostrar imagens idílicas.
E eu...eu ando a estudar.
A pior e melhor decisão da minha vida.
Mas sim divirtam-se a viajar sim...tudo a queimar os dias de férias de 2016 assim à última da hora, como se não houvesse nada melhor para fazer....pfffffff....
A dor de cotovelo é lixada.
Bem...tenho de ir ali relembrar-me do que é uma matriz BCG.

18.1.16

Então e viagens?

Sim...já tenho mais um bilhete de avião comprado.
"Ah que fixe, e estás entusiasmada?"
Hummm...digamos que não estava na minha lista de prioridades....

"Então e vais porquê"? Não sei bem, fui enredada e quando dei por ela estava a comprar o bilhete. Mais tarde ou mais cedo teria de ser, e vai ser agora em Fevereiro.

Vou fazer férias de neve. Ski. Num sítio adorável onde agora estão -24º. Sim porque isso das Andorras e Serras Nevada é para meninos. Lá vou eu na minha terceira viagem à Suécia para uma estância a 600km de Estocolmo chamada Idre.

Se eu não partir nenhum osso considerarei a viagem um sucesso!

Eu gosto de neve, gosto. Mas por exemplo, não gosto de montanha russa, carros de choque, equitação, assim...velocidade no geral. Por isso nunca me seduziu ir fazer ski ou coisa que valha.
Mas pronto, pode ser que eu mude ideias e tenha uma profunda mudança nos meus gostos e convicções.

Quem sabe se ainda não me vão ver entusiasmada nas Sport Zone desta vida à cata das últimas modas de casacos de neve, luvas e calças, ceroulas e gorros.



12.11.15

Onde é que eu vou?

Houve ali uma altura em que me imaginei a passar o meu aniversário em Tóquio. Já só faltava encontrar o voo mais acessível. Mas por circunstâncias da vida tive de tirar essa ideia da cabeça porque não era a melhor altura para estar tantos dias fora.
Mas há uns tempos disseram-me "marca férias para o teu aniversário, vamos para fora."
Até este momento e no meio de tanta contra informação, não faço a mais pálida ideia para onde vou.
Já me falaram em andar de carro, em parques de diversão em menos dois graus de temperatura, tanta coisa que já me imaginei desde ir para a Serra da Estrela até à Islândia!
Hoje tenho de fazer a mala e pelo menos já fui avisada que amanhã tenho voo às 11h. Está frio no Porto? Ahahahahahah.
E é isto. Adeus e até ao meu regresso...não sei de onde mas com mais um ano em cima.


15.10.15

Instagram

E...aderi ao Instagram :)

Podem aderir/seguir/cuscar aqui ou procurar por ondeequeeuia.




22.9.15

Algarve

Ai o Algarve, o Algarve...
Aqui me confesso, ando amuada com o Algarve. Bom, não é bem bem com o Algarve, é mais com os residentes algarvios.

Tenho uma costela  algarvia (grande, porque o meu pai é algarvio convicto). Durante toda a minha vida não houve ano que não pusesse os pés no Algarve e guardo nas minhas memórias de infância os verões naquela minha rua estreitinha, cheia de miúdas da minha idade para brincar.
Fui mesmo muito feliz ali. E guardo amizades até hoje, as minhas amizades mais antigas.

Sempre fui moça do barlavento, mas de há uns anos para cá tenho passado também pelo sotavento.
O meu coração está em Lagoa, mas por afinidade agora também vagueio ali por Cabanas de Tavira.

Por ter casa em Lagoa, a verdade é que depois uma pessoa arma-se em "local" e perde o espírito turista e acabo por não conhecer muita coisa nova. Tenho as minhas praias de eleição - que são as mais lindas e melhores de todo o mundo; tenho o Slide&Splash ali ao lado, tenho Carvoeiro que está cada vez mais giro, tenho a Praia da Rocha se me apetecer mais ramboia, shopping em Portimão e na Guia e diz que agora até passadiços de madeira ao longo da costa para uns belos passeios, mas que ainda não tive oportunidade de conhecer.
Sempre que lá vou aproveito para matar saudades da comida da mamã, por isso não me dedico a conhecer muitos restaurantes. Ainda assim gosto de ir até Carvoeiro, que embora muitos dos restaurantes estejam formatados para o turismo, acabam por ter alguma qualidade e estão cada vez mais acolhedores.

Para os lados de Cabanas é tudo muito calmo, a paisagem da Ria é avassaladora, a praia de Altura é a minha favorita e nesta zona sim, acabo por comer muito fora. Um dia faço um roteiro de restaurantes que conheço nos Algarves.
Nesta zona, já fui passear até Espanha, mas confesso que não sei muito bem onde ir.
Sejamos sinceros, o Algarve não é propriamente uma zona dada a muitos passeios. Não há assim muito sítio para ir, principalmente para quem já conhece minimamente os cantos à casa.

Ainda assim acho todo o Algarve muito bonito, com paisagens e praias muito diferentes consoante a zona e que merece ser conhecido de ponta a ponta.
Questões arquitectónicas à parte ou "como destruir uma zona linda com casas e prédios horrorosos", eu gosto de ir ao Algarve, gosto do Algarve.

O que não gosto tanto é o péssimo serviço que por ali se presta. Lamento, no Algarve atende-se mal pra chuchu! Seja em restaurantes, seja em lojas ou serviços.
Pá, é malta para quem a expressão "serviço ao cliente" não diz muito.
Mas o que gosto ainda menos é alguém dizer isto e caírem os 450.000 algarvios em cima a dizerem coisas lindas como "volta para a tua terra não te queremos aqui, isto é melhor sem vocês (especialmente lisboetas) na nossa terra".

Estes dois últimos fins de semana estive, no primeiro, em Cabanas e no segundo em Lagoa, bolas e até no Leroy Merlin fui mal atendida! E eu que quero ir conhecer o restaurante "Ideal" lá por causa da sopa do mar até me arrepio só de ler as reviews sobre o atendimento dos donos.

Mas não sei o que me irrita mais se o atendimento pobre, se os algarvios que ano após ano, ali por alturas de início do verão começam a mandar postas de pescada muito incomodados com o crescente aumento populacional provocado pelos restantes portugueses que escolhem esta zona para férias.
Ora bem, cheio está Lisboa de turistas, cheio está o Gerês em Agosto e cheio está o Colombo aos domingos à tarde em dias de chuva e gente estúpida há em todo o lado, e mal educada e sem civismo, imagine-se lá, que até no Algarve há desta malta! Por isso entristece-me mesmo muito ouvir (ler) a cada início de Verão que "lá vêm estes que não sabem respeitar regras de trânsito" ou "vêm para aqui ocupar esplanadas e consumir cafés" etc etc etc...
Não gosto de regionalismos, nunca gostei das piadinhas do Porto vs Lisboa e menos ainda do Algarve vs qualquer pessoa acima de Monchique. Acho muito triste conotarem as pessoas e as cidades de onde vêm com o normal caos que se instala quando uma zona recebe mais gente que o habitual.
É normal!!! Se triplicarem a população do Algarve só com  algarvios verão que as tretas de que se queixam no verão também vão acontecer ainda que sejam só algarvios!

Por isso deixo aqui o repto - algarvios do meu coração, sejam simpáticos, sejam pacientes, sejam hospitaleiros. Nós gostamos da v/ terra, a sério; dá para vocês gostarem um bocadinho mais de nós?





 

28.8.15

De cara lavada!

Decidi lavar a cara do blog e coincidência ou não bate com o seu 4º aniversário.

Andei entretida a criar página de facebook, uma caixa de email, a reorganizar o blog e a tentar perceber alguma coisa disto de designs de blogs.
Dá uma mega trabalheira, mas aqui estes senhores ajudaram-me com dicas preciosas. Ainda não terminei a remodelação - há coisas que efectivamente ainda não apanhei o jeito para concretizá-las - mas para já apresento-vos a nova casa!

E parabéns a mim por aguentar esta escrita durante 4 anos! Com umas temporadas mais ausente mas acabei por sempre ir tendo o que contar. :)

 

2.1.15

Última viagem de 2014

Andei vai não vai para escrever que ia passar o Natal à Suécia. A ideia já vinha de há muito tempo, mas ainda não estava nada assente, por isso fui deixando passar até ter mais certezas. Houve uma série de peripécias que estavam a prever impedir a deslocação, mas algures já não sei bem quando (início de Dezembro talvez), compraram-se os bilhetes. Ainda assim, não vim a correr dar a novidade. Afinal devo ter um sexto sentido. É que depois de ainda mais peripécias já de bilhete comprado e quando no fim tudo parecia estar resolvido, vêm os colaboradores da TAP com a história da greve.
E pimbas, foi cerca de semana e meia em hesitação, palpitações nervosas, ansiedade, raiva, despeito e tristeza por uma coisa destas ir impedir a viagem, o Natal, o juntar uma família que vive longe.
O meu voo era dia 20 de Dezembro às 9h30 e eu soube com certeza que ia no dia 19 às 15h20.
Claro que não havia malas feitas nem prendas compradas porque menos de 24h antes eu tinha os bilhetes cancelados e achava que ia ficar por cá.
Já na Suécia, ainda voltou a surgir a possibilidade de não haver voo de regresso pois ainda andavam a lutar por manter a greve.  I-M-P-E-C-Á-V-E-L.
Como eu percebo tanto de economia como da pesca do bacalhau nos mares do norte, não tenho pronúncia a dar sobre os impactos da privatização ou não da TAP.
Mas posso sempre opinar sobre a minha percepção da marca enquanto consumidora. E acaba por ser uma coisa dual. Até reconheço algum esforço na gestão da TAP em prestar um bom serviço - o contacto no FB por exemplo é óptimo, a maneira como resolveram os cancelamentos e alterações com a greve também foi eficiente. Agora, os colaboradores e sempre estas greves denigrem completamente uma empresa, em época de Natal então, é o desastre. Denunciam um completa falta de respeito e consideração pela marca que representam assim como pelos consumidores a quem prestam serviço.
Que nem filme, felizmente tudo teve um final feliz. Fui e voltei (bom, o voo para lá atrasou duas horas claro) e espero que também tudo corrido pelo melhor os restantes 100.000 visados pela greve.

31.12.14

Feliz 2015

Desejo um 2015 com muitas e boas viagens. Cá dentro, lá fora ou só mesmo dentro de nós.
 
 
 

7.10.14

Não fui a sítio nenhum

Pois os passeios e viagens estão para lá de parados.
Com alguma angústia pelo meio, que isto de não fazer nada do que mais me dá prazer aborrece.
Na realidade, a causa de eu não estar a ir para lado nenhum é exactamente porque mudei do sítio onde estava.
Há um mês mudei de casa. E isto parecendo que não ocupa tempo. Porque são caixas intermináveis por desempacotar, porque é preciso ver onde se arrumam as coisas, porque é preciso por um candeeiro e perder duas horas a atinar com aquilo, é perder horas nos Leroys Merlins e Ikeas desta vida com sequentes horas perdidas nas montagens daquilo que lá se comprou. Os fins de semana têm sido dedicados a isto, a completar a outra metade do meu conforto - o meu lar.

O outro lado desta mudança é que mudei de bairro. Contas feitas, é a 4ª casa onde moro, mas é a primeira vez que saio da minha zona de sempre. Saí das ruas que já conhecia de trás para a frente, saí de ao pé da família e onde ainda estão alguns amigos. Estou a 16km. É pouco, é. Mas às vezes no meio da preguiça pode ser muito.

Estou em Alcântara e nos primeiros dias estranhei. Mas claro que já entranhei. Ganhei horaasssss de qualidade vida ao não ter de encarar o trânsito da 2ª circular. Em 15m estou no trabalho e muitas vezes cumpro o sonho de uma vida: ir almoçar a casa. Descobri esta nova zona ribeirinha e já voltei às corridas. Saio a pé de casa e só muda a ponte que tenho como cenário. O rio é o mesmo de sempre.
Tenho as docas a pé e o Lx Factory à mão. Lojinhas de bairro.
Tenho pena que seja uma zona algo degradada, vamos ver se algum presidente pega nisto e lhe dá uma reviravolta.

Já tentei mais uma viagem, mas ninguém me ouve. Eu sei, não é razoável agora...mas não custa tentar :)

12.8.14

É um vício?

Ontem à noite estava a fazer contas à vida e aos dias de férias.
E estou cheia de dias de férias. Mas não estou cheia de dinheiro.
Tenho ali uma semaninha em Setembro que me lembro que a marquei com a ideia de "pode ser que dê para ir a Roma". Mas não vai dar.
E quando concluo isto, que contas feitas, este ano fechei a loja para viagens, deu-se-me um aperto no coração.
Mas...mas...mas...(tom de queixume e mimimimi) mas...eu queriaaaaaa!!!
É que até para o ano ainda falta uma porrada de tempo.
Tenho de por a mão na consciência e tenho de pensar que tenho uma mudança de casa aí mesmo à porta com todos os encargos que isso tem e na realidade ainda está previsto dar um saltinho fora por alturas do Natal.
Podia ir ao Gerês...que é mais barato e é um sonho antigo e estupidamente inexplicável porque é que nunca lá fui. Ou ir conhecer assim um hotel novo algures em Portugal para uma escapadinha.
Ou qualquer coisa.
Eu acho que isto me vai consumir.
Tudo bem, eu aguento.

8.8.14

Festival Sudoeste

No dia 8 de Agosto de 1997 eu estava a fazer precisamente a mesma coisa que vou fazer hoje, dia 8 de Agosto de 2014: vou ao festival Sudoeste.

A 8 de Agosto de 1997 tinha lugar o 1º dia de existência deste festival e eu estive lá. Na realidade nunca mais lá pus os pés até hoje, volvidos 14 anos, e portanto com precisamente o dobro da idade com que lá estive.

Este era o cartaz desse dia:
Blur
Veruca Salt
Urban Species
Entre Aspas
Anger
Bizarra Locomotiva
Industrial Metal Machine

Olho para trás e vem-me um sorriso nostálgico à cara. Na verdade o Verão de 1997 não ficou memorável apenas pelo Sudoeste, mas porque foram das melhores férias de verão que tive.
Pululei entre o Algarve e Aljezur durante dois meses, em que nem vi os meus pais, num desprendimento e liberdade que nem me lembro como é que mo deixaram ter.
Nesse ano ia entrar na faculdade. Dezassete anos e um final de adolescência irrepreensível.

Tudo começou no autocarro que apanhei em Lisboa para Aljezur e que parou em todas as estações e apeadeiros, demorando horas intermináveis. Mas lá me juntei a um grupo de amigos, ainda meio desconhecido mas do mais divertido que já me passou pelas mãos. Tinhamos uma carrinha de 9 lugares em que andámos a correr estrada, com o condutor sempre sóbrio e os ocupantes menos sóbrios. Estava com a Vânia, a Célia e a Sónia, quem eu conhecia, e os amigos da Sónia - o Ricardo, o Mário (?) e o...oops não me lembro. E a prima, também havia a prima e o namorado!
A Vânia é-me próxima, a Célia e Sónia estão no FB, mas o resto perdi o rasto.
Mas foram os melhores amigos desse verão.
E uma noite decidimos que íamos a este festival novo. Íamos ao primeiro dia do primeiro Sudoeste.
Na memória tenho a imensidão de pó que comi, a minha tshirt branca que ficou cinza escura e a música dos urban species que me surpreendeu por ser tão groove, tão descontraída e feliz, como essas férias. E claro, quando os Blur sacam da "Song 2", música que dava mote a todo o festival, e no "uhuuu" uma imensidão de gente desata a saltar provocando uma nuvem opaca de pó como nunca vi.
Tão bom.

Não sou fã de festivais. Penso que depois desse dia estive anos sem por os pés em nenhum, e em 14 anos tenho ideia de ter ido a um ou dois Super Bock Super Rock (ainda lá em baixo junto ao Trancão) e depois ao Rock in Rio, mas por questões profissionais que são as mesmas que me levam hoje.

Duvido que vá trazer tão boas memórias como as do verão de 1997, mas só pelo momento nostalgia vou ver se consigo aproveitar a coisa.

Também li este texto que é muito catita sobre as cenas teens e os festivais de verão :)







 

9.7.14

Le point de situacion

Embora saiba só umas palavrinhas de francês, não é a língua que me preocupa. Nesta viagem anda a preocupar-me tudo o que envolve a condução. Eu a conduzir num país estrangeiro (só tive a experiência de Las Vegas, mas era coisinha básica), eu a entender-me com estradas, caminhos e direcções, eu a entender-me com estacionamentos proibidos ou não.
Já cheguei a pensar desistir do aluguer do carro e andar de transportes...mas...penso "vá tu consegues"...e é esta a minha fé, que eu consiga e sem me partirem nada da viatura.
É que não há condutor B e o lugar de pendura também não vai estar ocupado com grande expertise em co-pilotagem.
Mãe....depois desta vou-te obrigar a fazeres à estrada!
 

22.3.14

Partida (mais uma)

Ahhhhhhh, férias!! Finalmente!
Estas são das férias mais desejadas que já tive. O destino ajuda, mas sobretudo porque já começava a perceber aquela moda da malta que tem ataques de ansiedade. Mais um bocado e estava a ver-me a cair pró lado com palpitações agudas.
Daqui a 2h tenho de estar no aeroporto (sim, ainda não terminei a mala) prontinha para uns dias de dolce fare niente.
Na mala levo dois livros (ahahah, ambição. I'm a slow reader, mas tudo bem), bikinis, tenho um safari no deserto marcado e não quero muito mais que isto.
No Dubai é possível que apanhe uns wifi, mas nas Maldivas diz que a internet é pralá de cara e eu vou aproveitar e esqueço-me que existe mundo.
Inté!!

12.3.14

Agências de Viagens

Sem fazer contas estatísticas de cabeça, penso que já terei viajado mais sem agência de viagens do que com. No caso da India e Indochina, fui pela Nomad, mas não é assim um conceito tradicional de agência de viagens; tanto que ficam no Porto e nunca os vi mais gordos. Foi tudo tratado por mail e correu tudo lindamente e sem stress. Já usei a Abreu por exemplo para ir ao México e penso que Cuba, que é o tipo de viagens que me fazem recorrer a agências, pois pressupõem pacotes do tipo tudo incluído e penso que não compensa assim tanto ter a chatice de marcar por mim própria.
Mas viagens de cidades e afins, por norma recorro ao booking e edreams para marcação de alojamentos e voos, é fácil e tenho mais capacidade de escolha e planeamento.
Parece-me que esta coisa do online deve fazer boa concorrência às agências e por isso quero acreditar que as agências tenham feito o que lhes é possível para se adaptarem a essa realidade e terem um produto  final que acrescente valor.  Eu já nem digo ser mais barato, mas se pagamos mais, temos de ter muito óbvio a vantagem em pagar mais. E para mim isso poderá traduzir-se em poupança de trabalho e chatices (temos a papinha feita e só lá vamos pagar e buscar os bilhetes) e no acolhimento e atendimento que nos dão. Por exemplo se eu estou com dúvidas sobre o destino, a agência traz informação acrescentada sobre variedades de destinos, sobre alternativas de rotas, de hoteis, de transportes, etc. Coisas que por muito que falemos com o computador, ele não nos vai dizer grande coisa.
Para a viagem que estava a pensar fazer imaginei que fosse recorrer a uma agência porque me apetecia praia e em modo TI para não dar chatice, mas Dubai&Maldivas ainda não era coisa que estivesse fechado na minha cabeça. Então vá de pedir conselho profissional.
A primeira foi a ClickViaja no Parque das Nações. Bom, ia com a vantagem de conhecer a dona que é  uma querida e simpática. Conversámos muito, deu-nos estimativas de preços e posteriormente enviaram por mail propostas mais concretas. E numa tarde de sábado fomos ver alternativas e entrámos na Geostar do Vasco da Gama. Desastre.
Ou a rapariga achou que nós éramos turistas de shopping e estava-nos mesmo a apetecer fazê-la perder tempo ou é mesmo a incompetência a falar mais alto.
Entra um casal numa agência com todas as opções em aberto e sai de lá 3 minutos depois. Correu bem hein?! Obrigou-nos a dizer com precisão a data em que queríamos partir (insistimos que tínhamos todo o mês em aberto) e ainda que tivéssemos pedido propostas de destinos,  também nos obrigou a dizer o que queríamos. Não ajudou, não propôs, não fez coisa nenhuma. Pediu mail para mandar proposta e despachou-nos a 100km/h!
Eu nem contava receber proposta, mas lá chegou 3 dias depois. Ignorei. E dias mais tarde recebo novo mail a pedir feedback. Ai querem que eu diga o que achei? Está bem eu digo! Lá expliquei que já tinha adjudicado a viagem a outra agência e não por uma questão de preços, mas pela qualidade de serviço prestado.
Responderam vocês? Pois também responderam eles.
Portantos é isto, Geostar fraquinhos fraquinhos.
A Clickviaja é a agência escolhida. Ainda tivemos percalços na marcação, pois depois de dizermos que sim à proposta e pagar a entrada, dias depois somos alertados que o hotel escolhido nas Maldivas estava cheio e tínhamos de escolher outra hipótese. Todas mais caras. Mas lá está, a simpatia e disponibilidade são sempre um plus na hora de resolver as coisas. A coisa resolveu-se.



11.3.14

Passaporte

Não percebo muito bem a lógica de eu ter um passaporte perfeitamente dentro do prazo de validade, mas exigirem-me que tenha pelo menos 6 meses de validade após a viagem.
O meu estava válido até Julho, parece-me que podia utilizá-lo até Julho, verdade? Pois não e então vai daí tive de fazer um novo.
Fiz no Campus de Justiça, no Parque das Nações, numa bela manhã (abre às 9h) e pelas 9h20 estava despachada e com menos 65€ na carteira (por não ser urgente).
Demora 6 dias úteis a ficar pronto e fui hoje buscá-lo (fecha às 19h).
Parece-me uma boa alternativa às lojas do cidadão.
Férias, vamos lá! Estou pronta!