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18.6.18

Cinque Terre

Para quem nunca ouviu falar das Cinque Terre, é ir aqui. Para quem já ouviu, é coisa para se pensar "um dia vou lá ver aquilo". E eu fui.

Muitos dos planos que vi, recomendam ficar em La Spezia. Tal como no lago recomendam ficar em Como. Mas se eu vou ver é os vilarejos porque carga de água não hei-de ficar lá?
Então vai daí optei por ficar no primeiro (ou último, depende da perspectiva), e maior, Monterosso Al Mare.
Ficámos alojados no Hotel Margherita, bem no centro da zona antiga, mas a uns 500m do combóio (é bom ter rodinhas na bagagem).
De Bellagio apanhámos o barco para Varenna e daí apanha-se o combóio para Monterosso ainda que tenhamos de mudar em Milão.
Como chegámos a meio da tarde deu tempo de conhecer Monterosso Al Mare perfeitamente nas calmas.
Aliás, qualquer uma das Cinque Terre se vê com rapidez, 2 horas (ou bem menos) para cada uma dá perfeitamente para passear, almoçar ou sentar a comer um gelado desfrutando da paisagem.
O plano para a manhã seguinte era ir a pé até à terra a seguir - Vernazza. E lá partimos nós em busca do trilho. A caminhada prometia ser desafiante pois li que era cheio de sobe e desce, mas ao fim de uns 200 metros (por acaso íngremes) cruzamos com um casal em sentido inverso que teve a amabilidade de nos avisar que mais à frente o trilho estava fechado.
Bem que podiam avisar as pessoas logo ao início...
Bom, voltámos para trás e apanhámos o combóio, que acabou por ser o transporte para pulular entre cada uma das Terre.
Elas são todas parecidas e todas diferentes!
Em Vernazza vale a pena subir tudinho tudinho até ao topo da torre do Castelo Dei Doria (e pagar) para ter uma vista deslumbrante. Faz bem ao glúteo e à vista.
De Vernazza saltámos para Manarola. Deixámos Corniglia para o fim se ainda nos apetecesse. Não apeteceu. É a única que não tem mar e diz que tem que se subir um bocado e a preguiça foi mais forte.
Chegámos a Manarola mesmo a tempo de almoçar com vista mar e ganhar forças para o caminho Via Dell'amore. Um percurso famoso e romântico que nos leva à última Terre: Riomaggiore.
Só que não.
Primeiro achei que o trilho que via da janela do restaurante é que era e como toda a gente estava a ir para lá, fui atrás. Fechado ao fim de 150m. Estava a correr bem a intenção das caminhadas hein.
Mas ganhei esperança quando percebi que afinal a Via D'ell Amore começava junto ao combóio e lá fomos todos contentes. Nos primeiros passos aquilo prometia, bela vista costeira. Mas mais à frente...fechado também!
Whyyyyyy?!?!?!?
Bom parece que as encostas desmoronam com frequência por ali e fica muito entulho pelo caminho e é perigoso e bla bla bla. Chuif.
Bom lá seguimos de combóio para Riomaggiore. Também é bonita, mas já chegámos lá com a sensação de mais do mesmo. O cansaço também já falava mais alto.
Se o dia começar cedo e a energia estiver em alta, vêem-se bem as Cinque Terre num só dia. Mas ainda bem que pernoitei duas noites o que permitiu dividir a visita e equilibrar o descanso.


Monterosso Al Mare





Vernazza







Manarola




Riomaggiore


28.5.18

Lago de Como

Do nosso alojamento em Milão, tomámos o pequeno almoço e fomos de metro até à estação de Cadorna para apanhar o combóio para Como, saindo da estação de Como Nord Lago.
A viagem demora cerca de 2h e chegando à estação, o cais para apanhar o barco fica a uns metros de distância.
Optei por ficar alojada em Bellagio porque li que é a vila mais turística do Lago. Entendi "turístico" no sentido positivo, como sendo a vila com mais opções de visita e mais movimento.
Então de Como apanhámos o barco para Bellagio.
E aqui seria a mudança que eu poderia ter feito no meu plano. Paneei inicialmente Milão - Como - Bellagio, quando poderia ter sido Milão - Varenna - Bellagio, porque na realidade Varenna é mais próximo de Belalgio e foi daí que depois partimos para as Cinque Terre.
O barco de Como para Bellagio, demora duas horas. Por um lado, o passeio pelo lago é feito, mas, por outro lado, se quiserem chegar a Bellagio mais depressa, ter ido de Comboio para Varenna teria sido mais simples e barato.
Bom, as 2h de barco fazem-se bem, o passeio dá logo uma perspectiva das lindas vistas da zona. Estava frio, mas não muito nebulado e por isso valeu a pena.
Em Bellagio saem milhões de pessoas, é sem dúvida o ponto alto do lago.
O alojamento é super central e rapidamente deixamos a mala e voltamos para a zona do lago para desfrutar do sol e comer uma bela pasta! Boa relação qualidade/preço.
O conceito La Dolce Vita começa a entranhar ...

O resto da tarde é passado a perdermos-nos pelos becos e ruelas de Bellagio. A vila é pequena, vê-se rapidamente, mas aproveitámos para caminhar nas calmas, ver os magotes de turistas a chegar e depois a ir embora ao final do dia.

É quando saímos novamente para jantar que percebemos que Bellagio é uma cidade fantasma e dificilmente se vê vivalma. Está quase tudo fechado e vê-se que os restaurantes abertos são a resposta desesperada aos turistas que passam a noite aqui.
Estamos em março e à porta do início da época alta que começa em meados de abril / maio.
As temperaturas são frias - amanhece com 3º e atinge o máximo de 11º-13º. As montanhas ainda têm neve no cume, o verde ainda é castanho, há uma neblina ténue no ar.
No dia seguinte, apanhamos um novo barco e fazemos o passeio pelas vilas mais importantes.
Começamos em Tremezzina, onde visitamos a Villa Carlotta. São 10 € de entrada. Não é que eu ache que vale a pena, mas no contexto de visitas às vilas, sempre é uma visita diferente num ambiente mais museológico.  Passeamos ainda pelo jardim botânico, bem catita e que permite boas caminhadas para quem é fã da modalidade.
Ainda damos uma caminhada por Tremezzo que está muito vazio, às moscas mesmo. Não é tão bonito como Bellagio e por isso não perdemos muito tempo aqui.
Voltamos ao barco e seguimos para Varenna. No caminho, observamos Mennagio que tem muito bom ar, mas acabamos por não desembarcar lá. (mais por preguiça).
Varenna é um pouco diferente do Bellagio, mas também bem gira. Ruelas isoladas (ou porque é época baixa) um estilo muito medieval e mediterrânico, tudo são recantos fotográficos.
É em Varenna que faço a única compra de toda a viagem, uma mala em pele, lindona!
Almoçamos com vista mar e montanha.
O  Dolce Fare Niente já nos conquistou.
No regresso já em Bellagio, fizémos uma caminhada à beira do lago para um pôr-do-sol digno de ser fotografado para um fundo de powerpoint com música de piano e frases com lições de vida profundómelancólicas. Com sorte, uma lágrima cai.

Na verdade não tenho um roteiro para recomendar no Lago Como.
Basicamente é apanhar o barco e sair e entrar e cada vila e vaguear pelas ruas.
São todas lindas, todas instagramáveis :)

Coisas práticas:
- Bellagio é a cidade mais turística para ficar, alternativamente, podem ficar em Como - uma cidade maior, e podem fazer um passeio de um dia pelas restantes vilas mais relevantes (dá à vontade). Ou então escolher um hotel melhor em Tremezzo ou Varena.
Nós ficamos num apartamento com todas as comodidades. Não usámos a cozinha, mas...eu também não encontrei um supermercado em Bellagio onde nos pudéssemos abastecer.

- De Bellagio, comprámos um bilhete diário de barco para ir para as outras vilas, existem preços diferentes, com acesso a rotas com mais, ou menos, vilas incluídas. Nós optamos pelo Centro Lac que custa € 15.


































10.5.18

Milão

O voo fez-se de Lisboa para Milão com escala em Barcelona. Chegámos a Milão ao início da tarde, apanhei um shuttle para o centro e daí fomos de táxi até à Piazza San Babila, onde ficava o nosso alojamento.
Nunca ninguém me disse grande coisa de Milão, por isso a minha expectativa não era grande coisa. Só não segui directa para o Lago para não ser um dia inteiro de viagem e assim como assim, já se ficava a conhecer a cidade.
Assinalei pouca coisa para ver: a Duomo claro, as galerias Vittorio Emanuele II, que basicamente é uma coisa ao lado da outra e a partir daí foi passear pelas ruas comerciais. Lojinhas das boas onde eu não tenho dinheiro para comprar nada. 
Na praça da Dumo, comprei um selfie stick. E meus amigos, vi a luz!! Como é que andei a passar ao lado de um utensílio tão jeitoso? Finalmente consigo ter fotos que não são duas caras escarrapachadas no visor com um pequenito monumento de fundo.
Pelo pouco tempo que iria passar em Milão, andei pelas zonas mais comerciais e abarrotar de gente, que quase dá a sensação de ser uma cidade com boa vibe. Mas é como ir a Lisboa e não passar do Chiado. Não se tem bem a certeza do quão boa a cidade é.
À noite escolhemos jantar na zona de Navigli, muitos restaurantes e bares separados por um canal. Não é Veneza, mas é bonito.
Para quem ficar mais tempo na cidade pode ainda visitar a zona de Brera, diz que é uma zona boémia...ou para  a versão cultural/must see, é em Milão que está a pintura da Última Ceia de Cristo.

Coisas práticas:
 - Do aeroporto de Malpensa para a zona da Estação Central, apanhei o shuttle que custa 8€ (o táxi são 95€ e combóio 13€)
Como o alojamento ficava a 3km apanhámos um táxi por mais 10€ (estava difícil apanhar Uber)
- Conhecemos tudo a pé, excepto à noite que fomos de metro até Navigli (Estação Porta Genova) - um bilhete custa 1,5€
- No alojamento paga-se uma taxa de turismo: 4€ por pessoa, por noite, mas que pode variar consoante o tipo de alojamento em que se fica.
- Comer é caro, muito caro - apesar de saber que andei pela zona potencialmente mais cara...mas é coisa para ser 17€ uma sandes e uma cerveja. Farei um post só com os comes e bebes da viagem.